sexta-feira, 24 de março de 2017

Liverpool de 2004/2005: quando os "Reds" foram consagrados "Reis da Europa" em Istambul

Hoje na rúbrica Dream Team vou falar sobre uma das melhores equipas do Liverpool que vi jogar nos últimos anos e que venceu, pela última vez, a UEFA Champions League. 
Sob a orientação do técnico espanhol Rafael Benítez, de quem eu sou um acérrimo crítico, o Liverpool "escreveu" uma das mais bonitas histórias da sua glória europeia na época de 2004/2005, ao conquistar a maior competição de clubes europeus diante do todo-poderoso AC Milan, que continha grandes nomes na sua equipa como, por exemplo, Kaká, Shevchenko ou Paolo Maldini. E para ganhar essa Liga dos Campeões, Rafael Benítez montou um onze-base repleto de grande qualidade e que possuía experiência, quanto baste, para ganhar a competição da UEFA. Mas vamos por partes. 
Na baliza, o Liverpool contava com a presença do guarda-redes polaco Jerzy Dudek e o quarteto defensivo era constituído por Steve Finnan, no lado direito, e por Traoré, no lado esquerdo, sendo que a dupla de defesas-centrais era formada por Jamie Carragher e por Sami Hyypiä. Logo a seguir, no meio-campo, o Liverpool tinha grandes jogadores nessa zona nevrálgica do terreno de jogo, onde Xabi Alonso e Steven Gerrard faziam a a grande dupla no meio-campo dos Reds.
O futebolista espanhol, que tinha vindo da Real Sociedad, era o médio-defensivo da equipa de Benítez, enquanto que o Steven Gerrard desempenhava, na perfeição, o papel de número 8 no meio-campo do Liverpool. Depois nos flancos, jogavam dois grandes jogadores naquela equipa: Luis García jogava no lado direito e John Arne Riise atuava pelo lado esquerdo. Tanto o médio-ala espanhol como o extremo norueguês davam imensa profundidade aos respetivos flancos e apoiavam os dois homens que jogavam na frente de ataque da equipa de Rafael Benítez.
Por fim, o ataque estava entregue a dois grandes futebolistas: Harry Kewell e Milan Baros. O jogador australiano jogava no apoio ao futebolista internacional pela República Checa. Juntos ajudaram o Liverpool a chegar à final de Istambul.
E foi com este onze-base que Rafael Benítez levou o Liverpool à conquista do último troféu europeu que entrou no museu de Anfield Road. Nessa Liga dos Campeões, de 2004/2005, o Liverpool ficou em segundo lugar do Grupo A, atrás do AS Mónaco (vice-campeão europeu na época de 2003/2004) e à frente de Olympiacos e de Deportivo da Corunha. A seguir, nos oitavos-de-final da prova, o Liverpool defrontou o Bayer Leverkusen e venceu, na primeira mão, por 3-1, em Anfield, com os golos a serem marcados por Luis García, Dietmar Hamman e John Arne Riise; e na segunda mão, em Leverkusen, voltou a derrotar os alemães por 1-3, com golos de Milan Baros e de Luis García (duas vezes).
Depois, nos quartos-de-final da UEFA Champions League, o Liverpool defrontou a Juventus e na primeira mão, em Liverpool, os Reds venceram por 2-1, com golos de Sami Hyypiä e de Luis García; na segunda mão, já em Turim, Liverpool e Juventus empataram sem golos no velhinho Delle Alpi.
Afastada a Juventus, o Liverpool seguiu caminho até às meias-finais da maior prova europeia de clubes e defrontou o Chelsea, já treinado pelo técnico português José Mourinho. Na primeira mão, em Londres, Chelsea e Liverpool  não foram além de um empate sem golos, mas na segunda parte da eliminatória, na Cidade dos Beatles, o Liverpool superiorizou-se ao Chelsea e venceu os londrinos por 1-0, com o golo a ser marcado por Luis García. E assim o Liverpool tinha já "garantido o bilhete" para a grande final da UEFA Champions League. Chegado a Istambul, palco da grande final europeia, o Liverpool acabou por defrontar mais uma grande equipa italiana, desta vez o todo-poderoso AC Milan, treinado por um grande treinador: Carlo Ancelotti. E a final até começou muito mal para o Liverpool, que ao intervalo já perdia por 0-3, depois dos golos de Paolo Maldini e de Hernán Crespo (duas vezes). Mas na segunda parte tudo se alterou: o Liverpool, em 15 minutos (sim, em 15 minutos), empatou o jogo com três golos, marcados por Steven Gerrard, Vladimír Smicer e por Xabi Alonso, levando essa inédita final a ser decidida através da marcação das grandes penalidades. Para o AC Milan, Jon Dahl Tomasson e Kaká marcaram, enquanto que Serginho, Andrea Pirlo e Andriy Shevchenko falharam os respetivos penaltis; pelo Liverpool John Arne Riise falhou, mas Dietmar Hamman, Djibril Cissé e Vladimír Smicer marcaram e coroaram o Liverpool como "Rei da Europa" naquela temporada fantástica protagonizada pela equipa treinada pelo técnico espanhol Rafael Benítez. Desde essa altura, que o Liverpool nunca mais voltou a uma final europeia e muitos desses jogadores que brilharam em Istambul deixaram o clube de Anfield Road.    

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