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FC Porto de 2010/2011: a última glória europeia dos dragões

Hoje na rúbrica Dream Team vai ser relembrada  a equipa do Futebol Clube do Porto que venceu a Liga Europa, na época de 2010/2011, sob a orientação técnica do jovem treinador português André Villas-Boas. Com uma equipa repleta de qualidade e de grandes jogadores como, por exemplo, Falcao, Hulk, Otamendi ou João Moutinho, o FC Porto conquistou a sua última competição europeia e nunca mais voltou a repetir tal feito daí em diante. E para essa conquista assinalável para o prestígio do futebol português muito contribuiu o onze-base elaborado por André Villas-Boas que soube juntar as peças certas para dar uma grande alegria aos adeptos do FC Porto, no particular, e aos portugueses, no geral. Mas vamos por partes. Na baliza, o FC Porto contava com a presença do titularíssimo Hélton e o quarteto defensivo era constituído por Cristian Sapunaru, no lado direito, e por Álvaro Pereira, no lado esquerdo, sendo que a dupla de defesas-centrais era constituída por Rolando e por Nicolás Otamendi. Logo a seguir, no meio-campo, o FC Porto utilizou um sistema com três médios nessa zona nevrálgica do terreno de jogo, onde o brasileiro Fernando desempenhava a função de médio-defensivo, enquanto que, à frente do pivô defensivo, Fredy Guarín jogava como médio interior direito e o João Moutinho atuava como médio interior esquerdo.
Por fim, no ataque, o Futebol Clube do Porto jogava com três homens na frente de ataque, onde o Silvestre Varela jogava no flanco direito e o brasileiro Hulk jogava no flanco esquerdo, de forma a darem mais profundidade aos respetivos flancos e para apoiarem o ponta-de-lança de serviço que era o colombiano Radamel El Tigre Falcao. E foi com este onze-base que o FC Porto, de André Villas-Boas, partiu à conquista da Liga Europa, na temporada de 2010/2011.
Nessa Liga Europa, o FC Porto até começou muito bem ao terminar em primeiro lugar no Grupo L, com 16 pontos, à frente de Besiktas (2º lugar - 13 pontos), Rapid de Viena (3º lugar - 3 pontos) e CSKA de Sófia (4º lugar - 3 pontos). Depois de terminar na liderança do Grupo L, o clube azul e branco seguiu para os 16 avos-de-final da competição onde defrontou os espanhóis do Sevilla e na primeira mão, em Espanha, o FC Porto venceu por 1-2, com golos de Rolando e de Fredy Guarín; na segunda mão, em solo nacional, o FC Porto perdeu, apenas, por 1-0 com o golo solitário a ser apontado por Luís Fabiano. Mas deu para seguir em frente na prova. De seguida, nos oitavos-de-final da Liga Europa, o FC Porto jogou frente aos russos do CSKA de Moscovo e na primeira mão, em Moscovo, derrotou o conjunto russo por 0-1, com o golo a ser marcado por Fredy Guarín; na segunda mão, no Estádio do Dragão, o FC Porto levou de vencido os russos, por 2-1, com os golos a serem marcados por Guarín e Hulk. Depois nos quartos-de-final dessa Liga Europa, o FC Porto voltou a defrontar outra equipa russa: o Spartak de Moscovo. Na primeira mão, em Portugal, a equipa de Villas-Boas venceu os russos, por 5-1, com os golos a serem apontados por Maicon, Silvestre Varela (duas vezes) e por Falcao (três vezes); na segunda mão, outra vez em Moscovo, o FC Porto venceu por 2-5, com os golos a serem apontados por Fredy Guarín, Hulk, Cristián Rodríguez e Falcao.
Falcao salta para a glória do FC Porto
Após despachar o Spartak de Moscovo, o Futebol Clube do Porto seguiu viagem até às meias-finais da Liga Europa, onde acabou por defrontar os espanhóis do Villarreal. Na primeira mão, no Estádio do Dragão, o FC Porto goleou os espanhóis por 5-1, com os golos a serem marcados por Fredy Guarín (três vezes) e por Radamel Falcao (quatro vezes); na segunda mão, em Espanha, no mítico El Madrigal, o Villarreal vergou o FC Porto a uma derrota por 3-2, onde Joan Capdevila, Cani e Giuseppe Rossi marcaram os três golos do Submarino Amarelo, enquanto que Radamel Falcao e Hulk marcaram os "golos de honra" do conjunto azul e branco, treinado pelo português André Villas-Boas. Mesmo perdendo, esta foi uma derrota com sabor a vitória, pois permitiu que o FC Porto seguisse viagem para Dublin, onde iria defrontar outra equipa portuguesa na Final da Liga Europa: o Sporting Clube de Braga. Nessa histórica final para o FC Porto, em particular, e para o futebol português, no geral, foi muito emotiva, mas a vitória sorriu ao conjunto de Villas-Boas que venceu, por 1-0, o Sporting de Braga, depois de Radamel Falcao, aos 44 minutos e em cima do intervalo, ter cabeceado o esférico para o fundo das redes de um desamparado Artur Moraes. Este golo histórico valeu a última conquista europeia do FC Porto e foi o assinalar da despedida de Radamel Falcao, que se sagrou o melhor marcador da Liga Europa ao marcador 17 golos. Ainda hoje, os adeptos portistas têm saudades desses tempos de glória do clube presidido por Jorge Nuno Pinto da Costa.                 

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