O Desaparecido: Clésio Baúque

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O Desaparecido é uma rúbrica semanal do blogue desportivo Galáxia Futebolística, onde será falado um futebolista que tenho sido apontado como grande jovem promessa, mas que nunca tenho conseguido mostrar todo o seu potencial ao mais alto nível.

Época 2015/2016. O Sport Lisboa e Benfica inicia uma nova época, sob a orientação de Rui Vitória, depois da saída de Jorge Jesus para o rival Sporting Clube de Portugal. Nessa época, Rui Vitória procedeu ao lançamento de grandes jogadores, vindos da formação encarnada, como, por exemplo, Ederson Moraes, Victor Lindelöf, Nélson Semedo e Renato Sanches. Mas se estes quatro jogadores foram preponderante na conquista do tricampeonato, em especial o jovem Renato Sanches, houve um jogador que, apenas, realizou uma partida pela equipa principal e nunca mais calçou a titular, nem no banco de suplentes. Falo, claro está, do moçambicano Clésio Baúque.

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Com passagem pelos escalões de formação dos moçambicanos do Ferroviário de Maputo, Clésio Baúque chegou ao Sport Lisboa e Benfica, na época de 2012/2013, onde integrou o escalão de Juniores A - Sub-19, juntamente com outros jogadores, como, por exemplo, Rochinha, Nadjack, Pedro Rebocho, Bruno Varela, Bernardo Silva ou Derlis González, e onde disputou 9 jogos, marcando, apenas, 2 golos. Na época seguinte, em 2013/2014, passou a integrar a Equipa B do clube da Luz, mas não participou em qualquer jogo oficial na Segunda Liga portuguesa, acabando por seguir viagem para o Estados Unidos da América, por empréstimo do Benfica, onde assinou pelo desconhecido Harrisburg City Islanders, onde participou em 20 partidas oficiais e onde marcou 5 golos em terras do Tio Sam

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Na temporada de 2014/2015, Clésio Baúque regressou ao Benfica e integrou a novamente a Equipa B, nessa época, e desta vez jogou em 4 jogos oficiais e marcou 1 golo, na Liga de Honra; Na época seguinte, em 2015/2016, Clésio Baúque continuou pela Equipa B encarnada, onde jogou 9 jogos oficiais, mas não marcou nenhum no segundo escalão do futebol português; mas, a meio dessa época, Rui Vitória chama Clésio para a equipa principal e o moçambicano acaba por jogar a lateral-direito, num jogo frente ao Tondela, em Aveiro, a contar para o campeonato português. 
Após uma passagem muito fugaz pela equipa principal do Sport Lisboa e Benfica, Clésio Baúque ruma à Grécia, ainda na mesma época de 2015/2016, e por lá se mantém, onde é titular indiscutível do modesto Panetolikos (2015/2016: 7 jogos - 0 golos; 2016/2017: 25 jogos - 1 golo; 2017/2018: 24 jogos - 1 golo).

    
Aos 23 anos de idade, Clésio Baúque vai tardando em confirmar o talento que lhe visto nos relvados do Ferroviário de Maputo, em Moçambique, mas ainda vai a tempo de fazer uma carreira melhor se tive muita cabecinha. Porque o talento não é tudo no mundo do futebol; se não se tiver cabeça e juízo, o talento não valerá de nada. Um dia, talvez, possamos ver Clésio Baúque regressar e triunfar no futebol português.

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