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FC Porto venceu o campeonato sem investir, o Benfica desinvestiu e o Sporting teve uma época para esquecer

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Terminou mais uma campeonato nacional e esta época houve o campeonato mais vergonhoso, onde se jogou mais fora de campo do que dentro dele. Numa temporada onde o FC Porto se viu intervencionado pela UEFA, onde o Benfica desinvestiu de forma muito abrupta e onde o Sporting apresentou o maior investimento da sua história e o melhor plantel, o campeonato foi dominado por casos polémicos, como, por exemplo, o Caso dos E-Mails, o Caso do E-Toupeira e as polémicas em redor do videoárbitro que fez a sua estreia em Portugal. Mas vamos falar do futebol jogado que é o que interessa e o que os adeptos gostam. 
O Futebol Clube do Porto partiu para esta época sem títulos e um treinador novo, depois da saída de Nuno Espírito Santo. Sérgio Conceição pegou num FC Porto intervencionado pela UEFA, devido ao fair-play financeiro, e aproveitando jogadores emprestados a outros clubes (Aboubakar, Sérgio Oliveira, Moussa Marega ou Diego Reyes, por exemplo) e jogadores que eram patinhos feios, como era o caso de Héctor Herrera ou José Sá, por exemplo, e construiu uma equipa coesa, quer a nível defensivo, quer a nível ofensivo, e colocou os jogadores a jogar como uma verdadeira equipa. Perdeu duas vezes com o rival Sporting, nas meias-finais da Taça da Liga e da Taça de Portugal, mas conquistou o objetivo mais importante: o Campeonato. E com essa conquista do campeonato, o FC Porto quebrou um jejum de títulos que já durava à quatro anos seguidos, desde a Supertaça de Portugal conquistada no ano de Paulo Fonseca
Logo a seguir, o Benfica iniciou o campeonato como tetracampeão nacional, em título, mas depois de vender Ederson Moraes, Victor Lindelöf, Nélson Semedo e Kostas Mitroglou, o clube encarnado não contratou jogadores de qualidade e ainda trouxe futebolistas de qualidade duvidosa, mostrando o total desinvestimento da estrutura do Benfica (Douglas, Bruno Varela, Haris Seferovic ou Gabriel Barbosa, por exemplo). Depois de sair cedo da Liga dos Campeões, da Taça de Portugal e da Taça da Liga, o Benfica só tinha o campeonato pela frente, mas uma derrota com o FC Porto e uma derrota surpreendente com o Tondela acabaram com o sonho do pentacampeonato e colocaram a posição de Rui Vitória em causa. 
Por fim, o Sporting entrou para a nova época com um dos melhores plantéis da sua história e com reforços de grande qualidade no Verão (Bruno Fernandes, Mathieu, Piccini, Coentrão, Ristovski ou Battaglia) e em Janeiro (Misic, Wendel, Rúben Ribeiro ou Fredy Montero, por exemplo). Mas a qualidade de jogo da equipa de Jorge Jesus nunca foi muito boa e quando em Março era líder à condição (FC Porto e Estoril-Praia tinham a segunda parte para jogar e os dragões perdiam por 1-0), Bruno de Carvalho marca uma Assembleia-Geral que causou instabilidade na equipa e foi tudo por aí abaixo. Com mais sorte ou menos sorte, o Sporting foi-se aguentando, ainda com uma Taça da Liga ganha, mas depois de empatar com o Benfica, em Alvalade, e de perder com o Marítimo, o Sporting caiu para o terceiro lugar e tem uma época para esquecer (mesmo que ganhe a Taça de Portugal). 
No que diz respeito às outras equipas, há que destacar o SC Braga, o Rio Ave, o Desportivo de Chaves e o Portimonense que apresentaram sempre bom futebol e onde se destacaram vários jogadores de grande qualidade: Jefferson, Ricardo Esgaio, André Horta e Paulinho (SC Braga), Marcelo, Tarantini, Francisco Geraldes, Pelé, João Novais e Yuri Ribeiro (Rio Ave), Nikola Maras, Domingos Duarte, Bressan, Stephen Eustáquio, Davidson, Jorge Intima e Matheus Pereira (Desportivo de Chaves) e Leonardo Navacchio, Hackman, Jadson, Fede Varela, Ewerton, Pedro Sá, Bruno Tabata, Fabrício, Galeno e Nakajima (Rio Ave)
Esperemos que na próxima época o novo campeonato português possa trazer mais jogadores de grande qualidade e que não hajam mais polémicas extra-futebol e que os jogadores e os treinadores sejam mais respeitados. 

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