Seleção do Egito: expetativas em alta e fé em Salah

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Depois de ter participado no Campeonato do Mundo de 1934 (Itália) e de 1990 (Itália), a Seleção do Egito, país das pirâmides e dos faraós, regressa a uma grande competição de seleções e logo pela mão do selecionador argentino Héctor Cúper. A seleção egípcia parte para este Mundial de 2018 com as expetativas em alta, já que conta nas suas fileiras com um dos Melhores Jogadores do Mundo - Mohamed Salah. Na 2ª Fase de Qualificação, para o Mundial, venceram os dois jogos frente à frágil Seleção do Chade (0-1 na primeira mão, fora de casa, e 4-0, na segunda mão, em casa) e na 3ª Fase de Qualificação, para o certame, acabaram em primeiro lugar, com 4 vitórias, 1 empate, 1 derrota, 8 golos marcados, 4 sofridos e com 13 pontos, em 6 jogos, e ficaram à frente das seleções do Uganda (2º), do Gana (3º) e do Congo (4º). Agora, nos relvados russos, a Seleção do Egito quer provocar algumas surpresas, à semelhança do que fez a Seleção da Argélia, em 2014, no Mundial do Brasil. 

Estrela da Equipa: Mohamed Salah (Liverpool): O craque do Liverpool é a grande estrela desta seleção egípcia e todos os olhos do Mundo estarão em cima do jogador de 26 anos de idade. Brilhou ao mais alto nível nas provas inglesas e na UEFA Champions League e, por isso, chega ao Mundial de 2018 com os níveis de motivação em alta para mostrar, novamente, todo o seu talento ao mundo do futebol. Dono de uma capacidade técnica muito acima da média, Mo Salah tem velocidade na execução dos lances ofensivos e tem faro de goleador a um nível muito alto. Mas há um fator que pesa nesta equação a seu favor: mesmo sem jogador com grandes figuras no Egito, como acontece em Anfield Road, o craque africano consegue realizar combinações em campo com os seus colegas de equipa, tornando esta seleção africana muito perigosa em todos os setores do campo. 

Jogador a Seguir: Ahmed Hassan (SC Braga): Nós, adeptos portugueses, já o conhecemos dos relvados nacionais, onde defende as cores do SC Braga. Mas, no Campeonato do Mundo, Ahmed Hassan terá uma oportunidade de ouro para mostrar o seu talento numa grande competição e, além disso, para se valorizar ao máximo. Dono de um excelente jogo aéreo, graças aos seus 1,91 metros de altura, o avançado bracarense tem mobilidade, capacidade de trabalho em prol da equipa, bons remate de longa distância e tem uma excelente capacidade de finalização, como comprovam os seus golos marcados no futebol português. Jogar num Campeonato do Mundo será uma experiência em grande estilo para o jovem avançado egípcio, de 25 anos de idade. 

Selecionador: Héctor Cúper (argentino, 62 anos): Conhecido pelo seu pé frio (perdeu várias finais de competições e campeonatos na reta final), Héctor Cúper tem aqui, no Mundial de 2018, uma excelente oportunidade para mostrar ao mundo do futebol que ainda tem muito para dar ao desporto-rei. Desde que está no comando técnico da Seleção do Egito, Cúper adotou um estilo defensivo que resulta em poucos golos marcados, apesar de ter um Super Salah, mas, verdade seja dita, também sofre poucos golos - o que vem comprovar que os adversários terão dificuldades em ultrapassar a muralha egípcia. Além disso, a seleção dos faraós mistura jogadores jovens e jogadores já feitos e promete causar problemas a quem os enfrentar. 

Equipa-Tipo: Essam El Hadary, Ahmed Fathy, Ali Gabr, Ahmed Hegazy, Mohamed Abdel-Shafy; Mohamed Elneny, Amr Warda, Tarek Hamed; Mohamed Salah, Trezeguet, Ahmed Hassan. 

Selecionador: Héctor Cúper

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